Estações da Biodiversidade



 Através do estabelecimento de uma rede de Estações da Biodiversidade, o Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal e o Museu Nacional de História Natural propõem-se contribuir para a valorização, divulgação e conservação do património natural do país. O projecto contou com o apoio financeiro do EEA Grants e foi integrado no programa de comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade Bioeventos 2010.

As Estações da Biodiversidade são percursos pedestres, com uma extensão máxima de 3 km, sinalizados no terreno através de painéis informativos sobre as riquezas biológicas a observar pelos visitantes. A rede das Estações da Biodiversidade é actualmente formada por 33 locais, distribuídos por todo o país (ser mapa). Cada estação está localizada num local de elevada riqueza específica e paisagística, representativa dos habitats característicos da área.

Os painéis funcionam como uma espécie de guia de campo e fazem referência a espécies , emblemáticas e comuns. É dado particular destaque aos insectos e plantas, que são a base para a conservação dos ecossistemas terrestres. A informação já reunida está disponível no website Biodiversity4all. O público pode contribuir para o inventário e monitorização da biodiversidade das estações através da introdução das suas observações pessoais.



OBJETIVOS

Valorização do património natural, especialmente importante para a oferta qualificada de turismo e educação ambiental.

Divulgação da diversidade dos insectos e plantas e sua importância para o correcto funcionamento dos ecossistemas terrestres.

Promoção da monitorização da biodiversidade, importante para a avaliação dos efeitos das alterações climáticas e outros factores de perturbação dos ecossistemas.

Disponibilização de informação sobre biodiversidade à sociedade civil e comunidade científica.

Contribuição para o desenvolvimento sustentável do país.

Promoção da relação intermunicipal e inter-regional.

BORBOLETA AZUL DAS TURFEIRAS

Uma borboleta rara no nosso país e protegida a nível europeu, a borboleta azul, tem agora uma reserva em Portugal. A Quercus adquiriu um terreno de 3.500 metros quadrados, em Castro Daire, para preservar esta espécie que conta com a colaboração das formigas para sobreviver.

 A nova micro-reserva está situada na Serra de Montemuro, onde foi recentemente identificada uma população da espécie, cuja ocorrência é muito rara em Portugal, sendo considerada uma espécie quase ameaçada de extinção.

 A estratégia de sobrevivência da borboleta-azul é, talvez, a mais surpreendente de todas as 135 espécies de borboletas diurnas conhecidas em Portugal.